O Núcleo de Historiadores da Academia Cultural de Santa Helena (ACULT), realizou neste domingo (29) o segundo módulo da oficina que tratou a fotografia como instrumento de registro histórico e documento de preservação da memória. A atividade está diretamente ligada ao projeto Santa Helena História Viva que existe desde 2017 e tem como objetivo a construção de um acervo público de imagens históricas de Santa Helena.
O Projeto Santa Helena História Viva é uma comunidade digital no Facebook com mais de 7 mil membros e é aberta à participação de todos. Essa comunidade reúne santa-helenenses que hoje residem em diferentes lugares do Brasil e tem sido um ponto de reencontros entre antigos conhecidos que há muitos não se viam.
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A oficina foi ministrada pelo fotógrafo e professor Paulo Porto Borges, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Coordenador dos Programas de Sustentabilidade das Comunidades Indígenas da Itaipu Binacional. Nessa ocasião analisou a importância histórica de fotógrafos como Dorothea Lange e August Sander, entre outros que contribuíram para registrar momentos históricos da sociedade. Além de analisar fotos feitas pelos próprios participantes da oficina.
Essa atividade envolveu estudantes, professores, pesquisadores e membros da Acult. Através da oficina foi possível, conforme relatado por alguns participantes, ampliar a visão acerca da fotografia e sua importância como fonte de documentação histórica.
A oficina integra a Campanha Santa Helena 60 anos – História em Foco, do Núcleo de Historiadores, que foi criado com a finalidade de fomentar a preservação da história e patrimônio em Santa Helena e sensibilizar a comunidade para a importância da memória.
Na oportunidade também foram decididas as próximas atividades. São elas: oficina com o cineasta Vander Colombo sobre o Cinema Brasileiro e análise dos filmes Bacurau e O Agente Secreto, ambos dirigidos por Kleber Mendonça e que retratam respectivamente a importância da memória como elo de união da comunidade e o outro a consequência da falta de memória histórica. Também foi prevista a realização de oficina sobre educação humanizadora em tempos de tecnificação do ensino, com a Pós-doutora Lilian Borges, professora aposentada da Unioeste. Por fim outra atividade será realizada com o Historiador Arleto Pereira Rocha sobre o Caminhos de Peabiru, a milenar rota indígena que ligava o Oceano Atlântico ao Pacífico, atravessando a América do Sul.
Aproveitamos para agradecer e parabenizar aos participantes que acompanharam a Oficina e que colaboraram com o processo. Todo esse trabalho tem sido feito voluntariamente com ajuda e contribuição de cada uma e cada um de nós. Da mesma forma também fazemos um agradecimento especial ao Professor Paulo Porto que da mesma forma se dispôs a doar seu tempo de descanso vir voluntariamente compartilhar conosco seu conhecimento e experiência, demonstrando comprometimento social.
Lembramos que nossas atividades são abertas à comunidade. Fiquem atentos próximas datas e venham compartilhar do conhecimento conosco.
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