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22 de março Dia Mundial da Água e o abastecimento na área rural de Santa Helena

Os munícipes da área rural relatam suas principais dificuldades e alternativas para acessar água quando ela não chega pelo abastecimento público.

22 de março Dia Mundial da Água e o abastecimento na área rural de Santa Helena
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No dia 22 de março, celebra-se o Dia Mundial da Água, instituído em 1993 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, com a finalidade de fomentar ações para a conscientização sobre o uso e melhoramento do abastecimento de água potável, entre outros. Para o ano de 2026, a ONU, propôs o tema “Água e Gênero” com o objetivo de debater sobre a conexão entre água e a equidade de gênero, uma vez que a falta de acesso à água potável, saneamento e higiene apropriada nas casas afetam muito mais as mulheres do que os homens. 

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A equipe de jornalismo da Academia Cultural de Santa Helena (ACULT), certificada como Sala Verde pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, para iniciar uma campanha educativa sobre o uso sustentável dos recursos hídricos, buscou informações sobre a problemática do abastecimento comunitário de água, no interior de Santa Helena. Ouvimos produtores e moradores de diferentes localidades como São Roque, Linha Vergueira, Linha Coroados, Linha São Brás, Santa Helena Velha, Tekohá Via Renda, IBC, L. Pacuri, L. São Roque da Serra), bem como, com o Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento Rural, o Engenheiro Agrônomo e agricultor, Daniel Moro.

Os munícipes da área rural relatam suas principais dificuldades e alternativas para acessar água quando ela não chega pelo abastecimento público. Entre os desafios enfrentados, citam a baixa e perda de produção olerícola (verduras, legumes, frutas, tubérculos) e até desistência de alguns cultivos pela escassez de água nos períodos de estiagem; adequação das atividades domésticas como limpeza, higiene pessoal, preparação das refeições, etc. aumentando muitas vezes o tempo de trabalho destinado a atividades simples como lavar roupa que em alguns casos tem de ser feito em espaço externo e distante da casa. Em relação ao abastecimento por caminhão-pipa houve relato de água com cheiro, mas na falta de opção utilizam aquela mesma. Outra dificuldade citada é que após longo tempo sem água, o encanamento cria limo e quando a água volta apresenta coloração e viscosidade sendo necessário passar por uma peneira para poder lavar roupa, por exemplo.

Os moradores da comunidade Avá-Guarani de Santa Helena Velha, atualmente com cerca de 40 famílias, também enfrentam há anos as mesmas dificuldades. Nos períodos em que a água acaba, o caminhão-pipa abastece a caixa, mas segundo os moradores, não dura muito. Uma mãe menciona que às vezes não tem água para lavar roupa ou tomar banho. Nesses dias impede seu filhinho de brincar fora de casa para poder ir limpo à escola na parte da tarde. “Principalmente nós como mãe, às vezes é de chorar mesmo, por falta de água, porque a gente tem que fazer comida, tem que lavar roupa e as outras coisas mais, e não é só eu. Tem várias aqui que se você perguntar vão relatar a mesma coisa, porque é a realidade de nós aqui”.

Quanto aos motivos que ocasionam a falta de água, é recorrente mencionarem o uso excessivo por outras unidades produtivas para irrigação de pastagem, enchimento de açudes destinados à criação de peixes, abastecimento de aviários e chiqueirões, como alguns dos motivos para a água não conseguir chegar até o final da linha. Segundo eles, muitas propriedades possuem poços artesianos, alguns deles feitos com apoio de recurso público, mas que deixam de ser usados pela facilidade e gratuidade do abastecimento público que não possui normativa regulatória para limite de uso.  Outros motivos apontados são a qualidade e instalação dos encanamentos que às vezes estouram, problema em bombas utilizadas para bombear a água dos poços até as caixas reservatório, falta de boias em bebedouros de animais que ocasionam desperdício, entre outros.

Entre as medidas temporárias adotadas pelos munícipes afetados estão, usar água de minas naturais próximas, mesmo receando contaminação das mesmas por agrotóxicos das lavouras dos arredores e/ou dejetos da produção pecuária;  reativação de poços rasos que existem na propriedade; compra ou busca de água nos vizinhos ou ainda acionar o abastecimento por caminhão-pipa que às vezes também demora pela demanda e tamanho do município.

Diante disso, nossa equipe procurou o Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento Rural para melhor compreender a dinâmica da distribuição da água na área rural. O Secretário afirma estar ciente da grande demanda hídrica das atividades agropecuárias e dos problemas que parte da população rural enfrenta. Ele nos informou sobre as ações que o município vem planejando e executando com o intuito de solucionar a questão do abastecimento. Além disso, pede a compreensão e conscientização dos consumidores, principalmente aos que trabalham com atividades agropecuárias para que operem os poços existentes nas propriedades, a fim de ajudar a minimizar o impacto na rede pública.

Para finalizar, enfatizamos que a água é um recurso natural indispensável à vida neste planeta e por isso, precisamos nos unir nessa missão. A crise dos recursos hídricos e mudança climática é real e uma emergência de nível global e gerir com consciência os recursos que passam pelas nossas mãos é dever de cada um. 

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FONTE/CRÉDITOS: Liberdade FM

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