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Sindicato repudia violência de monitor militar contra educadora em escola cívico-militar de Toledo

Policial sacou uma arma na presença de estudantes, apontou para o rosto da trabalhadora e falou que iria atirar nela, chamando-a de "BRUXA" e "VELHA"

Sindicato repudia violência de monitor militar contra educadora em escola cívico-militar de Toledo
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A direção estadual da APP-Sindicato emitiu uma nota oficial manifestando repúdio à ocorrência de atos violentos e de ofensas de cunho etarista e misógino praticados contra uma funcionária do Colégio Estadual Cívico-Militar Jardim Maracanã, em Toledo, no exercício de suas funções. Conforme termo de declaração, a educadora relata que o militar aposentado, identificado como Alcebiades Vieira e que atua como monitor militar no estabelecimento, sacou uma arma na presença de estudantes, apontou para o rosto da trabalhadora e falou que iria atirar nela, chamando a de “BRUXA” e “VELHA”.

Conforme a nota, o sindicato formalizou junto à Secretaria de Estado da Educação um pedido de afastamento imediato do policial do Programa Colégio Cívico-Militar e a instauração de procedimento para apuração rigorosa dos fatos. “Trata-se de um episódio inadmissível, que fere não apenas a integridade física e psicológica da educadora, dos(as) estudantes que estavam próximos ao ocorrido e dos(as) demais integrantes do estabelecimento de ensino, mas também a escola pública como ambiente seguro, acolhedor e espaço de respeito e formação cidadã” pontua o texto.

A APP-Sindicato manifesta seu mais veemente repúdio à grave ocorrência de violência e de ofensas de cunho etarista e misógino contra uma funcionária de 65 anos do Colégio Cívico-Militar Maracanã, em Toledo, no exercício de suas funções, registrada no dia 17 de março de 2026. Conforme termo de declaração lavrado perante ao 19º Batalhão de Polícia Militar de Toledo-PR, a educadora relata que o militar aposentado, identificado como Alcebiades Vieira e que atua como monitor militar no estabelecimento, sacou uma arma na presença de estudantes, apontou para o rosto da trabalhadora e falou que iria atirar nela, chamando a de “BRUXA” e “VELHA”.

Ao tomar conhecimento, a APP-Sindicato formalizou junto à Secretaria de Estado da Educação um pedido de afastamento imediato do policial do Programa Colégio Cívico-Militar, a instauração de procedimento para apuração rigorosa dos fatos, com responsabilização dos(as) envolvidos(as), bem como a adoção de medidas urgentes que garantam a segurança dos(as) trabalhadores(as) da educação e dos(as) estudantes. Também manifestamos nossa solidariedade à trabalhadora e à comunidade escolar  e nos colocamos à disposição para prestar todo o apoio necessário. 

A agressão contra uma mulher trabalhadora da educação, nesse contexto, evidencia a urgência de enfrentar todas as formas de violência de gênero, especialmente nos locais de trabalho. Trata-se de um episódio inadmissível – registrado, inclusive, no mês de março, período simbólico de luta, resistência e afirmação dos direitos das mulheres – que fere não apenas a integridade física e psicológica da educadora, dos(as) estudantes que estavam próximos ao ocorrido e dos(as) demais integrantes do estabelecimento de ensino, mas também a escola pública como ambiente seguro, acolhedor e espaço de respeito e formação cidadã.

Não aceitaremos qualquer forma de violência, intimidação ou desrespeito contra os(as) trabalhadores(as) da educação. A violência, seja no ambiente de trabalho ou em qualquer outro lugar, não pode ser naturalizada nem tolerada. Por isso, seguiremos acompanhando o caso e reafirmamos o nosso compromisso com a defesa da dignidade dos(as) trabalhadores(as), dos direitos das mulheres e de toda a comunidade escolar.

FONTE/CRÉDITOS: APP

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