Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil. Tema virou central nas campanhas dos dois candidatos à Presidência.
Após a quinta e última sessão de discussão, prevista para esta quarta-feira (14), o Senado deve votar, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala 6x1 e prevê dois dias de folga remunerados por semana.
Isso porque o regimento prevê um intervalo de cinco dias úteis e a realização de outras três sessões de discussão. Os parlamentares, no entanto, podem apresentar um requerimento para dispensar esse intervalo ou reduzir o prazo.
Governistas e parlamentares da oposição dizem que há votos suficientes para aprovar a mudança na escala de trabalho no Brasil.
O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.
O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.
A ideia que circula no Senado é promulgar a PEC até quinta-feira (22), dias antes do segundo turno das eleições.
- Fim da escala 6x1: veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada
O fim da escala 6x1 nas campanhas
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera o tema prioritário. Crítico da PEC, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) passou a declarar voto favorável ao texto.
A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu no dia 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições.
A sessão teve presença da maioria de senadores que apoiam o presidente Lula. Os discursos foram somente a favor da aprovação da medida.
A maioria dos senadores do PL não participou da reunião no Senado sobre o tema. Senadores aliados de Flávio Bolsonaro tentaram esvaziar a discussão.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a dizer que não fazia bem ao país "votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado".