O Paraná foi o estado da região Sul que apresentou a maior evolução no número de pessoas empregadas desde o início da pandemia de Covid-19. Entre o primeiro trimestre de 2020 — quando começaram as medidas mais restritivas — e o quarto trimestre de 2025, o número de desocupados caiu 57,7% no Estado, desempenho superior ao de Santa Catarina (57,1%) e ao do Rio Grande do Sul (55,5%). A redução paranaense também ficou ligeiramente acima da média nacional no período, que foi de 57,4%.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que o Paraná saiu de 485 mil pessoas desocupadas no primeiro trimestre de 2020 para 205 mil no quarto trimestre de 2025. A taxa de desocupação chegou a 3,2% nesse último período, a menor da série histórica analisada pelo instituto.
Durante o auge da pandemia, em 2020, o Estado registrou média anual de desemprego de 9,7%, com pico de 10,5% no terceiro trimestre daquele ano. A partir daí, os índices passaram a cair de forma contínua: 8,9% em 2021, 6% em 2022, 4,8% em 2023, 4,1% em 2024 e 3,6% em 2025. Considerando os dados trimestrais mais recentes, a taxa foi de 4% no primeiro trimestre de 2025, recuando para 3,8% no segundo, 3,5% no terceiro e atingindo novamente 3,2% no quarto trimestre, repetindo o recorde já observado no fim de 2024.
Com a menor taxa de desocupação da história, o Paraná também alcançou o maior número absoluto de pessoas ocupadas: 6,26 milhões de trabalhadores no quarto trimestre de 2025. O total representa cerca de 20 mil a mais que no trimestre anterior (6,24 milhões) e 100 mil a mais que no mesmo período de 2024 (6,16 milhões).
Em comparação com o primeiro trimestre de 2020, o Estado incorporou aproximadamente 680 mil trabalhadores ao mercado, passando de 5,58 milhões para 6,26 milhões de ocupados — um crescimento de 12,2%, equivalente a mais de uma cidade do porte de Londrina.
Atualmente, o Paraná soma 6,47 milhões de pessoas na força de trabalho, considerando aqueles com 14 anos ou mais que estão empregados ou em busca de vaga. Desse total, 6,26 milhões estão ocupadas e 205 mil permanecem desocupadas, consolidando o melhor cenário do mercado de trabalho estadual desde o início da série histórica.
Liberdade FM com informações de Agência Estadual de Notícias (AEN)