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PAA Indígena promove encontro regional para avaliar ações e fortalecer combate à insegurança alimentar

Encontro em Diamante do Oeste reuniu representantes de cinco municípios para avaliar e fortalecer ações do programa

PAA Indígena promove encontro regional para avaliar ações e fortalecer combate à insegurança alimentar
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Nesta quinta-feira, 28 de maio, Diamante do Oeste sediou o Encontro Regional do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA Indígena, reunindo representantes dos municípios de Itaipulândia, Missal, Santa Helena e São Miguel do Iguaçu. No último dia 26, uma edição do encontro também foi realizada em Guaíra.

De acordo com o extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR/PR) em Santa Helena, Carlos Harold, o objetivo do encontro foi avaliar o andamento do Programa PAA Indígena. A iniciativa do Governo Federal repassa recursos por meio da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento do Paraná para aquisição de alimentos da agricultura familiar, destinados às famílias indígenas em situação de vulnerabilidade social.

Segundo a técnica da Biolabore, Caroline Maffini, participaram do encontro representantes das comunidades indígenas beneficiadas pelo programa, agricultores familiares fornecedores dos alimentos, técnicos, extensionistas do IDR, representantes da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, além de equipes dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e gestores municipais responsáveis pela distribuição dos alimentos.

Caroline destaca que o encontro teve caráter participativo, permitindo que os envolvidos fossem ouvidos para avaliar e reorganizar o programa “de baixo para cima”, buscando adequar as ações à realidade prática e tornar a iniciativa cada vez mais eficiente e viável.

O coordenador estadual do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Estadual), Thiago Santos Franco, explicou que os encontros foram motivados pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em conjunto com a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e em parceria com os municípios.

Segundo ele, o principal objetivo foi promover a troca de experiências e levantar propostas para aprimorar as alternativas de aquisição e distribuição de alimentos. Thiago ressaltou ainda que as demandas levantadas nos encontros serão apresentadas em uma reunião nacional, prevista para acontecer em Brasília, com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do programa em nível nacional.

Ele também destacou que o Governo Federal e o Governo Estadual priorizaram essas regiões devido à alta concentração de população indígena e aos índices de insegurança alimentar registrados nas localidades.

Já o representante estadual do MDS, Murilo Lyra, afirmou que a iniciativa busca fortalecer a agricultura familiar por meio da compra de alimentos produzidos pelos agricultores e destiná-los às famílias indígenas em situação de vulnerabilidade. Ele ressaltou ainda que o programa também contempla a aquisição de alimentos produzidos por indígenas para distribuição em outras aldeias.

Murilo enfatizou que o programa é construído de forma coletiva, envolvendo diferentes instituições e esferas de governo. Aos municípios cabe identificar as famílias beneficiárias e os agricultores participantes, além de organizar a distribuição dos alimentos.

“É possível criar um ciclo virtuoso de combate à fome e, ao mesmo tempo, fomentar a produção da agricultura familiar nos municípios”, destacou.

O representante do MDS também ressaltou que a metodologia aplicada durante os encontros foi baseada na escuta ativa, permitindo que os participantes apontassem avanços alcançados entre uma edição e outra do programa, além de sugerirem melhorias para as próximas etapas.

Entre os pontos positivos levantados durante a avaliação, Murilo destacou o aumento de recursos destinados aos municípios da região, o que amplia o número de agricultores beneficiados e, consequentemente, aumenta o alcance das famílias atendidas pelo programa.

Para Djonas Roecker, de São Roque, cuja família pratica a agricultura familiar e, associada a AMPAS (Associação Municipal dos Pequenos Agricultores de Santa Helena) desde sua fundação, participar do PAA proporciona "mais uma fonte de renda para a propriedade. Como o intuito do programa é beneficiar a a agricultura familiar é uma oportunidade de agregar valor à produção".  Para essas duas primeiras ediçoes do programa a família cultiva milho verde. Produção essa que é semeada de dois em dois dias na propriedade para garantir a produção. 

Ao final do encontro, os participantes reforçaram a importância da continuidade do PAA Indígena como ferramenta de combate à fome, fortalecimento da agricultura familiar e promoção da segurança alimentar nas comunidades indígenas. As contribuições levantadas durante as discussões deverão servir de base para futuras melhorias no programa, ampliando sua eficiência e garantindo que mais famílias sejam atendidas em todo o Paraná.

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: ACULT
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