Durante o mês de março, marcado por ações de valorização e defesa dos direitos femininos, autoridades de segurança pública reforçam a importância de orientar mulheres de Santa Helena e de todo o país sobre como identificar situações de violência doméstica e buscar ajuda. A campanha faz parte das ações do programa Mulher Segura, que atua em todo o estado com atividades de conscientização e prevenção.
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A mobilização é coordenada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) e tem como objetivo informar a população sobre os cinco principais tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
A violência física, geralmente a mais reconhecida, envolve agressões que causam dor ou lesões, como empurrões, tapas, socos ou puxões de cabelo. No entanto, especialistas alertam que outras formas de violência também são frequentes e muitas vezes passam despercebidas.
Entre elas está a violência psicológica, caracterizada por ameaças, humilhações, chantagens emocionais e atitudes que diminuem a autoestima da vítima. Segundo o tenente-coronel da Polícia Militar do Paraná, Cleverson Rodrigues Machado, coordenador do programa Mulher Segura, esse tipo de agressão é muitas vezes silencioso e pode marcar profundamente a vida da mulher.
Outro tipo de abuso é a violência sexual, que ocorre quando há qualquer ato sexual sem consentimento ou quando a mulher é impedida de utilizar métodos contraceptivos. Já a violência patrimonial acontece quando o agressor controla ou destrói bens, dinheiro ou documentos da vítima, limitando sua autonomia financeira.
A violência moral também é considerada grave e inclui xingamentos, acusações falsas, exposição da vida íntima ou qualquer atitude destinada a humilhar a mulher publicamente.
As ações de conscientização também alertam para o chamado ciclo da violência, que explica por que muitas vítimas permanecem em relações abusivas. Esse ciclo geralmente começa com momentos de tensão e ameaças, evolui para agressões e depois entra na chamada fase da “lua de mel”, quando o agressor pede desculpas e promete mudar.
De acordo com especialistas, reconhecer esses sinais é fundamental para interromper o ciclo de violência e buscar proteção. “É importante que a mulher saiba que essas situações também são violência e que ela não precisa aceitar isso. Sempre existe ajuda disponível”, reforçam os agentes de segurança.
Criado em 2023, o programa Mulher Segura promove palestras, campanhas educativas e ações comunitárias em todos os municípios do Paraná, levando informação para mulheres, homens e jovens sobre prevenção da violência doméstica e do feminicídio.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados à polícia pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncias pelo 197, da Polícia Civil do Paraná, ou de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, disponível 24 horas por dia.
Autoridades reforçam que denunciar é um passo importante para romper o ciclo de violência e garantir proteção às vítimas. A orientação é que mulheres de Santa Helena procurem ajuda sempre que se sentirem ameaçadas ou em situação de risco.
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