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1 em cada 4 brasileiros não consegue quitar contas no fim do mês, diz CNI

Orçamento apertado fez mais da metade dos entrevistados reduzirem despesas com lazer, deixarem de comprar roupas ou desistirem de viajar

1 em cada 4 brasileiros não consegue quitar contas no fim do mês, diz CNI
Diário Pernambuco
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Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que um em cada quatro brasileiros (25%) não consegue quitar todas as dívidas no fim do mês.

A pesquisa mostra ainda que 69% dos brasileiros não conseguem poupar dinheiro. Os que conseguem economizar chegam a 29%.

Entre as pessoas que não conseguem poupar dinheiro no fim do mês, 44% afirmaram que quase sempre ficam apertados, pagam as contas, mas não sobra nada.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) mostra ainda que, com o orçamento apertado, mais da metade dos entrevistados reduziram as despesas com lazer, deixaram de comprar roupas ou desistiram de viajar.

Contudo, pouco mais da metade dos entrevistados pela confederação (56%) acreditam que, até dezembro, estarão com uma situação econômica pessoal melhor ou muito melhor.

Dentro deste percentual, 31% dos que acreditam que a situação econômica pessoal estará muito melhor no final do ano ganham mais de cinco salários mínimos, enquanto 19% ganham até um salário mínimo.

“A pandemia de Covid-19 e uma série de outros desafios, como a guerra na Ucrânia, comprometeram a recuperação da economia e a retomada do crescimento no Brasil. A aceleração da inflação levou a um novo ciclo de aumento de juros, o que desestimulou o consumo e os investimentos. Ao menos, estamos diante de um cenário de recuperação do mercado de trabalho, com redução do desemprego e aumento do rendimento da população – o que nos dá uma perspectiva de superação, ainda que gradual, dessa série de dificuldades que as famílias estão enfrentando”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Corte de gastos

Com o aumento e a disseminação da inflação em vários dos produtos e serviços consumidos no país, o número de brasileiros que não conseguiram poupar ou sair do negativo aumentou. Neste cenário, a pesquisa aponta que a maioria da população (64%) cortou gastos desde o início do ano e um em cada cinco brasileiros pegou algum empréstimo ou contraiu dívidas nos últimos doze meses.

Entre as pessoas que reduziram o consumo, 61% demonstram otimismo e dizem ser uma situação temporária. Mas apenas 14% dos brasileiros pretendem aumentar os gastos até o fim do ano.

O estudo mostra ainda situações específicas que os entrevistados relataram quando questionados sobre o orçamento pessoal: 34% dos brasileiros já atrasaram contas de luz ou água, 19% deixaram de pagar o plano de saúde e 16% tiveram de vender algum bem para quitar dívidas.

Mudanças no orçamento da população têm se tornado cada vez mais comuns em meio a tentativas de economizar. Além da redução de despesas com lazer e itens de uso pessoal, como roupas e calçados, o estudo revela que 45% dos entrevistados pararam de comer fora de casa, enquanto 43% diminuíram gastos com transporte público e 40% deixaram de comprar alguns alimentos.

População sente aumentos

Ao questionar os participantes sobre o aumento dos gastos, a pesquisa mostra que o gás de cozinha lidera o ranking de produtos cujos preços mais subiram nos últimos seis meses na percepção da população. Nesta edição da pesquisa, 68% disseram que o valor do gás está maior contra 56% em abril.

Em seguida, vem alimentos, conta de luz e combustível. Mais da metade dos brasileiros apontaram que o valor desses itens aumentou no período. A percepção de alta dos preços de itens como arroz e feijão e carne vermelha também cresceu bastante em relação à pesquisa de abril, com aumento de mais de 10 pontos percentuais em julho.

Dessa maneira, um hábito tem se tornado cada vez mais frequente, a pechincha. A maioria da população (68%) pechinchou antes de fazer uma compra este ano e utilizou o cartão de crédito (51%).

O “comprar fiado” fez parte da realidade de 3 em cada 10 brasileiros este ano, mais que cheque especial, crédito consignado ou empréstimo com outras pessoas, que tiveram menos de 15% de uso cada um entre os entrevistados.

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil
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